Suíça elimina Colômbia nos pênaltis e volta às quartas após 72 anos

Suíça eliminou a Colômbia nos pênaltis – Foto por LUKE HALES / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / GETTY IMAGES VIA AFP

O dia 7 de julho de 2026 ficou marcado pela frieza suíça e pela dor colombiana. No último confronto das oitavas de final da Copa do Mundo, a Suíça eliminou a Colômbia nos pênaltis por 4 a 3, após um empate sem gols no tempo regulamentar e na prorrogação.

O jogo que não teve herói

O BC Place, em Vancouver, foi palco de um duelo truncado e tático, que não agradou aos olhos dos mais de 52 mil torcedores presentes, muitos deles vestindo o amarelo colombiano.

A Colômbia, que havia dominado as estatísticas no primeiro tempo, não conseguiu traduzir em gols. Foram mais finalizações, mais escanteios e mais toques na área adversária, mas a eficiência faltou. Do outro lado, a Suíça mostrou a disciplina defensiva que é sua marca registrada e segurou a pressão.

O primeiro grande susto veio aos 21 minutos, quando o goleiro suíço Gregor Kobel fez uma defesaça para espalmar um chute de Gustavo Puerta. A Suíça respondeu na sequência, e Camilo Vargas, goleiro colombiano, também trabalhou para evitar o gol de Fabian Rieder e Dan Ndoye.

A segunda etapa seguiu o mesmo roteiro: a Colômbia tentava pressionar, mas esbarrava na forte marcação suíça. James Rodríguez, que foi muito combativo, acabou substituído aos 66 minutos, e a criatividade da equipe sul-americana diminuiu . Luis Díaz, o principal nome do ataque colombiano, foi bem marcado e pouco produziu.

Na prorrogação, o jogo finalmente ganhou emoção. Jhon Lucumí cabeceou no travessão em um escanteio , e Jaminton Campaz, em uma das melhores chances do jogo, isolou uma bola cara a cara com o gol . Os dois times tiveram oportunidades, mas a falta de pontaria e as boas defesas dos goleiros mantiveram o zero no placar.

Decisão nos pênaltis

A decisão foi para a disputa de pênaltis, onde a Suíça mostrou mais precisão.

A Colômbia começou bem, com acertos de Quintero e Campaz, mas Davinson Sánchez acertou a trave, desperdiçando a cobrança. A Suíça, por sua vez, também teve seu momento de crise quando Manuel Akanji isolou a bola, mantendo o empate em 2 a 2 na disputa.

O grande momento do jogo veio com Gregor Kobel. O goleiro suíço defendeu a cobrança de Cucho Hernández, dando a vantagem para seu time . Rubén Vargas, que tinha dúvidas sobre sua participação no jogo por lesão, cobrou com frieza e converteu o pênalti decisivo, garantindo a classificação suíça por 4 a 3.

Estatísticas e contexto histórico

A partida foi tão equilibrada e com tão poucas chances que se tornou uma das partidas com menor xG (gols esperados) da história das Copas, com apenas 0.7 combinado entre as duas equipes no tempo regulamentar.

A classificação da Suíça é histórica. A seleção europeia não chegava às quartas de final de uma Copa do Mundo desde 1954, quando foi a anfitriã . Na ocasião, a equipe também foi eliminada na fase seguinte. Esta é a quarta vez na história que a Suíça chega nas quartas do torneio.

Para a Colômbia, a eliminação é dolorosa, especialmente por ter criado mais chances e contado com o apoio massivo de sua torcida. A equipe de Néstor Lorenzo repete a campanha de 1990 e 2018 e se despede do Mundial nas oitavas de final. Seu melhor resultado continua sendo da edição de 2014, quando alcançou as quartas.

O que esperar do próximo jogo

Com a vaga garantida, a Suíça agora se prepara para o maior desafio de sua campanha: enfrentar a Argentina, atual campeã mundial, nas quartas de final.

O jogo está marcado para o sábado (11), no Arrowhead Stadium, em Kansas City . A Argentina vem de uma vitória de virada emocionante sobre o Egito por 3 a 2, mostrando que tem estrelas para decidir partidas.

A Suíça, por sua vez, aposta em sua organização tática e no excelente momento de seu goleiro Kobel para tentar frear Lionel Messi e companhia. Será um confronto de estilos: a experiência e o talento argentino contra a disciplina e a eficiência suíça.

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